Pesquisa social empírica concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou resolução de um problema coletivo
Envolvimento cooperativo entre pesquisadores e participantes representantes da situação/problema
Pesquisadores têm papel ativo no equacionamento dos problemas, organização, acompanhamento e avaliação das ações
Definição de uma ação a ser desenvolvida, identificação de seus agentes, objetivos e obstáculos
Experimentação em situação real: variáveis não são isoláveis: ação interfere no que está sendo observado
Interpretações da realidade observada a partir de ações transformadoras produtos de deliberação
Pesquisa participativa (variante): estabelece relações comunicativas com as pessoas ou grupos da situação investigada. Pesquisadores participam do contexto investigado, identificam-se com valores e comportamentos. Melhor aceitação.
Procedimentos metodológicos (etapas flexíveis):
Exploração: diagnosticar a realidade, levantamento da situação, eventuais ações, objetivos gerais
Tema: designar o problema e a área de conhecimento, marco teórico, pesquisa bibliográfica
Problematização: definir abordagem, relevância científica e prática da pesquisa
Teoria: quadro de referência teórica que norteará a interpretação de resultados
Hipóteses: suposições (não testadas) a respeito de possíveis soluções, caráter de condução do pensamento
Seminário: exame, discussão e tomada de decisões acerca da investigação, coordenar as atividades dos grupos
Comunidade: campo de observação, amostragem e critérios de representatividade qualitativa
Coleta de Dados: entrevistas, questionários, arquivos, grupos de observação: seminário central
Aprendizagem: colaboração entre os participantes e pesquisadores em perspectiva de intercâmbio
Interpretação: descrição do problema buscando intercompreensão entre saber formal e informal
Fonte: Thiollent, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1986. 108p.